30 de set. de 2013

Estudantes de GPP Participarão de Eleição da Nova Diretoria

A Comissão Eleitoral do Centro Acadêmico Djalma Maranhão, lançou o edital de convocação para eleições da Direção Executiva, Conselho de Ética e Fiscalização do Centro Acadêmico, e Representação Discente no Colegiado de Curso. O processo visa efetuar a eleição dos próximos dirigentes da entidade no período 2013-2014. 

 A inscrição das chapas e candidaturas individuais para o conselho de Ética e Colegiado de Curso vai está aberta a partir das 12h do dia 07 de outubro de 2013, até as 21h do dia 09 de outubro de 2013. A campanha eleitoral se dará imediatamente após o término do período de inscrições (21h 01 min. do dia 09 de outubro de 2013), e será finalizado às 22h do dia 14 de outubro de 2013.

Para a chapa da diretoria executiva, serão eleitos os seguintes cargos:
2 Coordenação de Comunicação:                                
2 Coordenação de Cultura, Esporte e Lazer:
2 Coordenação de Finanças:
2 Coordenação de Assuntos Acadêmicos:
3 Coordenação de Articulação:
Além desses cargos, serão eleitos individualmente para Conselho de Ética e Fiscalização, e Colegiado de Curso;
6 Conselho de Ética e Fiscalização
2 Colegiado de Curso
As normas para a participação no processo eleitoral constam no edital, disponível neste link.


6 de set. de 2013

Nota de Repúdio - Quando certas raízes, vão sumir?

Sérgio Buarque de Hollanda, em Raízes do Brasil, explana sobre as características do povo brasileiro que tem as práticas da cordialidade como um viés primordial das relações, tendo o cordial o sentido de ser movido pela emoção e não pela razão, não vê distinção sobre o público e privado, pondo de lado preceitos éticos e morais.
 

A origem do “Jeitinho” que é frisado na obra de Hollanda parece corroer e assombrar o serviço público brasileiro como o ocorrido nos últimos meses, em que observamos na grande mídia denuncias de servidores públicos, que não cumpriam com a sua carga horária exigida, e faziam o ponto e iam embora, sem prestar o serviço que lhes é de obrigação. Tais práticas cometidas por médicos da área de saúde parecem ser análogas às cometidas pelo Professor do Departamento de Direito Público, Sérgio Alexandre Morais Braga Júnior, que ministra a disciplina de Introdução ao Direito Administrativo no 1ª Período, onde nas ultimas 4 semanas vem enviando sua Mestranda para lecionar suas aulas, indo claramente contras as resoluções que proíbem tais conduta, qualquer preceito ético e moral, que um professor da Universidade deveria fazer jus, e burlando a legislação em beneficio próprio, lesando claramente a todos aqueles que pagam o seu salário, através dos impostos e os estudantes matriculados na disciplina.
 

O Centro Acadêmico Djalma Maranhão, manifestar o seu apoio aos discentes ingressantes (2013.2) da turma da tarde, por se posicionarem contra as práticas do Professor, denunciando e se recusado a efetuar a primeira avaliação da disciplina, tal conduta é louvável e esperada de futuros gestores que serão responsáveis por pensar, propor políticas públicas.

Parabéns, e vamos a luta!

5 de ago. de 2013

Tarifa do transporte: o que está por trás dela?

Por Mauro Zilbovicius e 
Lúcio Gregori para Carta Maior

Há um ‘personagem’ que monopoliza a narrativa dos protestos e debates em torno da tarifa do transporte coletivo urbano: a “caixa preta” na qual se ocultam as distorções e gorduras de planilhas controladas pelas empresas do setor.

A planilha misteriosa atravessa os tempos: é a mesma utilizada pelo GEIPOT, ainda na ditadura. A trajetória adensa as suspeitas e expectativas: uma vez aberta a caixa preta, resolve-se o desafio de baratear e qualificar o transporte coletivo? Nada mais equivocado.

Os dois principais itens da operação são a mão-de-obra (entre 45% e 50% do custo total) e os combustíveis (em torno de 20% do total).

Manutenção, reposição, impostos, taxas, depreciação do investimento em novos veículos e garagens complementam o núcleo duro dos custos.

Nada disso está oculto, nem é difícil de medir. Antes dos reajustes, a prefeitura de São Paulo publica essa planilha no Diário Oficial e na internet.

Por aí a margem de manobra é estreita.

A verdadeira caixa preta consiste em destrancar a lógica que ordena a discussão.

Só se supera aquilo que se substitui.

A prefeitura precisa trazer para a cidadania e para as empresas outra lógica, ancorada em dois pilares de discussão: a) o custo total do sistema de ônibus e b) o critério de remuneração das concessionárias ou permissionárias, contratadas para executar o serviço.

Esta é a chave.

Essa ponderação permitirá à cidade e às autoridades avaliarem se o custo total do sistema é remunerado adequadamente ou não.

Um sistema de ônibus urbanos pode e deve ser dimensionado a partir da demanda e da concepção da cidade.

(Esse novo dimensionamento deve incluir os seguintes itens): trajetos, frequências, conforto da viagem, o nível de ocupação dos ônibus – passageiros por metro quadrado, no horário de pico ou de ‘vale’ –, tempo de viagem, tempo de espera no ponto, distância da origem e do destino dos pontos mais próximos, qualidade oferecida nos veículos (ar condicionado; motor traseiro; transmissão automática; piso baixo; nível de ruído interno e externo; e outros).

Esse dimensionamento define os chamados capex e opex , respectivamente, os gastos de capital (capital expenditures) e da operação propriamente dita (operational expenditures).

O conjunto define as condições do serviço a ser contratado. A formatação desse ‘pacote’ é uma prerrogativa do planejamento urbano do contratante: a prefeitura, que não pode rebaixar o exercício dessa responsabilidade.

Feito isso, há que se reconhecer um fato crucial: dado um padrão de serviço exigido, seu custo é fixo em relação aos passageiros transportados. Em resumo: não importa quantos passageiros o veículo transportará.

O custo variável por passageiro, embora mensurável, é desprezível em relação ao custo fixo da operação. Um passageiro a mais não custa nada a mais (rigorosamente, custa uma fração infinitesimal do custo).

Os economistas dirão que, na margem, os passageiros custam zero.

O que modifica os custos são as variações significativas do nível de serviço (e consequentemente, dos insumos. Apenas quando acontecem, os custos mudam).

Assim, não tem o menor sentido falar-se em custo ou remuneração por passageiro.

O número de passageiros transportados não é, em si mesmo, o objeto de cálculo do custo do sistema, mas a base do seu dimensionamento.

Há situações correlatas que ajudam a entender essa escala do negócio.

Em sistemas de TV a cabo, por exemplo, o novo assinante não representa custo, já que a rede está instalada para uma certa capacidade de ligações.

Ou ainda, sistemas de telefonia celular e fixo. Ou o passageiro adicional no avião que vai decolar de qualquer jeito, com lugares vazios.

A receita adicional nesses casos é bem vinda, desde que seja maior do que o custo variável e marginal do passageiro.

No caso do avião, este custo resume-se ao combustível gasto pelo peso do passageiro adicional.

O acréscimo tende a zero, comparado com os custos fixos da viagem.

Por isso, em todos estes negócios, o que importa é maximizar a receita usando o máximo do investimento feito: o custo, para todos os efeitos, é fixo.

O problema da companhia aérea é não transportar poltronas vazias... Razão pela qual existem planos promocionais desses serviços – mesmo caso da telefonia, por exemplo. Fale “x” minutos e não pague a mais, etc.

O intuito é ocupar no tempo, inteiramente, a rede operacional, cujo capex (gasto de capital) já foi feito na instalação do sistema e o opex (custo da operação) não cresce por conta da ligação a mais que o usuário completa.

Outro exemplo é o táxi.

Um passageiro entra no táxi e diz o endereço de destino. A meio caminho encontra um ou mais amigos andando a pé e os convida para entrar no táxi. Esses novos passageiros obviamente não pagam nada por isso, pois não significam quase nenhum custo adicional, este já calculado quando dos custos registrados no taxímetro.

Decorre daí a pergunta que remete à questão original da tal da lógica que ordena o custo da tarifa em São Paulo: se o custo é fixo, porque remunerar os contratados pela Prefeitura por passageiro, como acontece hoje?

Porque licitar e contratar por um valor de remuneração por passageiro se isso implica que, por exemplo, mais passageiros transportados proporcionam maior receita, e nenhum custo?

A lógica tem que mudar. O problema está nela, não na tal caixa preta.

Pior ainda.

Mantida essa lógica, ocorrem situações absurdas.

Uma hipótese: se o número de passageiros cai no sistema porque, por exemplo, ele é de péssima qualidade, o que motiva concorrentes clandestinos, o contratante pode incorrer no erro de avaliar que o “custo aumentou” ( porque a fração custo/passageiro se eleva).

Em outras palavras, o contratante é onerado por uma ineficiência do contratado.

O custo unitário por passageiro é uma grandeza falaciosa e leva a esses erros crassos de política pública (e privada também, é forçoso admitir).

Um último exemplo do equívoco embutido na lógica de remuneração por passageiro.

Quando surge o serviço clandestino na linha, com tarifa de R$ 0,80, digamos, ele rouba 10% dos passageiros ( para uma tarifa de R$ 1,00) por exemplo.

Quem faz a conta por passageiro entenderá, erroneamente, que o sistema se desequilibrou, pois menos passageiros resultarão em menor receita.

“Racionalmente” o contratante vai ter que reajustar a tarifa para compensar a perda de receita.

Ou, ainda, diminuir os custos reduzindo a frota operante, o que agravará novamente a sua situação, pois os clandestinos ficarão mais competitivos...

Uma espiral típica de “cabeças de planilha” que leva a um ciclo suicida…

Alguns argumentarão que a remuneração por passageiro é um instrumento de controle da Prefeitura.

Supostamente, evitaria o descaso com passageiros abandonados nos pontos etc.

Vejamos. Num táxi, é o usuário que controla o trajeto, caso o motorista queira estendê-lo indevidamente. Nos ônibus, é o poder contratante que deve fiscalizar o trajeto, bem como as paradas obrigatórias, o total de passageiros recolhidos etc.

Hoje, mais do que nunca, isso pode ser feito instantaneamente, com o aparato tecnológico disponível.

Para resumir: num sistema como o atual, que leve em conta a remuneração também por passageiro, o empresário é levado a baixar seu custo ofertando menos viagens, de modo a lotar um número menor de veículos, o que significará serviço de pior qualidade.

Além disso, dará prioridade às linhas mais rentáveis, ou seja, com alto índice de passageiros por extensão rodada.

Para ser enfático: a linha de ônibus e número de passageiros transportados não deve e não pode ser uma variável sobre a qual o empresário tenha qualquer interferência.

Não lhe diz respeito: quem decide isso é o contratante.

Ademais, é preciso advertir que nem Thatcher ou Pinochet conseguiram resolver os desafios dos sistemas de transportes coletivos à la mercado.

Ou seja, não tem cabimento a Prefeitura adotar um regime de concessão de linhas e mesmo de áreas ou regiões homogêneas em termos de passageiros por quilômetro.

Dadas as características monopsônicas (inverso de monopólio) desse mercado, cabe-lhe calcular o custo operacional e de capital, pagando tão somente esse custo. Adicionando-lhe uma margem de lucro competitiva em relação a outras oportunidades de aplicação do capital.

Ponto.

Redefinido o jogo com base nessa lógica, aí sim o poder concedente, a Prefeitura de São Paulo, no caso, conseguirá dimensionar o sistema exclusivamente em função do interesse dos usuários e da cidade.

Livra-se do círculo vicioso que é a discussão a gosto das empresas, baseada no rateio de linha mais ou menos rentável, custo por passageiro etc.

A distorção não se limita à esfera financeira. Ela prejudica todo o planejamento e a ação da Prefeitura no sistema de transporte.

Nos corredores de ônibus, tal como operam atualmente, ocorre a mesma lógica perversa que descrevemos.

Mantido o equívoco do custo por passageiro, é fácil perceber-se porque eles acabam congestionados pelos próprios ônibus.

A razão é que as empresas vão disputar passageiros ali ferozmente, posto que também são remuneradas pela lotação.

Os corredores, desse modo, distanciam-se ainda mais da sua concepção original: um fluxo livre de um terminal a outro, salvo algumas eventuais exceções.

O corredor deve se mirar no metrô: não existe o caos da ‘ultrapassagem de veículos no metrô’; nenhum passageiro “espera o meu trem” numa estação de metrô. Assim deveria ser o corredor de ônibus.

Ao cancelar a maior licitação de linhas de São Paulo, a Prefeitura abriu um espaço redefinir as bases do modelo de transporte que a cidade precisa e que ela vai contratar.

Repita-se, é sua prerrogativa definir as regras do jogo que tornem mais racional e eficiente o sistema de transporte na cidade.

O modelo de contratação e a fórmula de remuneração dos serviços devem ser debatidos de forma transparente com a cidadania.

A contratação por frota com exclusivo pagamento do opex calculado como acima mostrado é de longe o que mais interessa à população.

Absurdos como o inverso, ou seja, frota pública operada pelas empresas, com gigantescos investimentos da Prefeitura/Estado em compra de frota, deixando às empresas o “filé” de terceirizar a mão-de-obra etc.; ou propostas de estatização completa do sistema, novamente fazendo uma enorme despesa de capital pela Prefeitura, são completamente fora de sentido no momento.

Curioso que essas “sugestões” são aventadas ao mesmo tempo em que o prefeito diz não ter dinheiro para subsidiar R$0,20 na tarifa, ou diz que a Prefeitura corre o risco de insolvência.

O mais certo é a contratação de frota, como um fretamento.

Se mantido o sistema de concessão, que só tem vantagem para o empresário, é indispensável separar o custo da tarifa cobrada, se cobrada.

É o que prevê o artigo nono e parágrafos da Lei da Mobilidade promulgada pela presidenta Dilma, em janeiro de 2012.

Separa-se ali a tarifa (o opex) do que for a remuneração paga ao concessionário, conforme os custos. Estes devem ser calculados como mencionamos, da tarifa pública cobrada do usuário, desejavelmente subsidiada ou, no limite, zero.

A conjuntura atual tem muita semelhança com a de 1991, para melhor, pois a mobilização das ruas ampliou a margem de manobra da Prefeitura.

Naquela oportunidade, os contratos em regime de concessões, que só interessam aos empresários, estavam vencidos como hoje.

A crise do transporte estava escancarada.

Como hoje, a ponto de o prefeito suspender a concorrência para renovação das concessões.

Em 1991 os contratos de concessão foram substituídos pelos de fretamento, tal como descrito acima, com suas evidentes vantagens para a população.

Foram incorporados mais 2.000 novos ônibus em seis meses de contratos, para uma frota então existente de 8.000!

Um salto tristemente revertido para o velho sistema de concessões e remuneração por passageiro, no governo de Marta Suplicy.

A irracionalidade dessa escolha é tanta que, por acaso, se a remuneração por passageiros for superior a dos custos do sistema (custo mais lucro), recursos adicionais serão indevidamente transferidos para os contratados. Um caso de enriquecimento ilícito?

Mas o inverso, em tese, também pode ocorrer.

Se a remuneração for menor do que custo mais o lucro previamente definido, não se estará contribuindo para que o sistema se degrade, com retirada de ônibus?

No edital ora cancelado, propôs-se fazer a remuneração “50% por custos e 50% por passageiro”, algo que não tem qualquer sentido em termos de remuneração de custos reais.

É forçoso repetir à exaustão: a discussão sobre planilha de custos não deve ser o centro do debate; o que importa é a forma de remuneração dos serviços contratados.

A discussão de uma planilha absolutamente insuspeita pode ser feita por um Conselho Municipal de Tarifas, com dois ou três representantes da Prefeitura, representantes da Fipe,
Dieese, Ministério Público, e outros representantes da sociedade civil, que estabelecerá essa planilha “acima de qualquer suspeita”.

Isso já aconteceu em 1989/1990 no governo municipal de S. Paulo.

É hora de mudar, definitivamente, para o fretamento.

O que precisa ser estatizado, definitivamente, é a gestão do sistema.

Ou seja, a Prefeitura deve exercer integralmente sua prerrogativa e o direito de dimensionar linhas tendo em vista os interesses dos usuários e a cidade que se deseja.

Remunerar as empresas contratadas exclusivamente por custos operacionais e adicional de capital é o ponto de partida para se abrir e democratizar a discussão do transporte e da tarifa com a cidade.

A cidadania, através da Prefeitura, precisa exercer o seu poder de mando sobre as linhas. E isso inclui definir a lógica da remuneração pelo serviço prestado aos operadores da malha.

Trata-se de uma questão política. Não é contabilidade: é o poder de a cidade comandar o seu próprio destino.

8 de mai. de 2013

III Semana de Políticas Públicas


CA de Gestão de Políticas Públicas vai está realizando durante os dias 13 a 16, sua III Semana de Políticas Públicas com a temática: O Papel do Gestor.
As inscrições ocorrerão no local (auditório da reitoria), com a emissão de certificados para os participantes com mínimo de 75% de participação nas palestras e mesas-redondas.
Além de palestras e mesas redondas sobre a temática, estaremos realizando 3 minicursos:
I - TerraView;
II - Elaboração e Gestão de Projetos; 
III - Metodologia de Pesquisa e Políticas Públicas.

Inscrições nos minicursos via : http://goo.gl/g3sr0

7 de mar. de 2013

Capes Oferece Curso de Inglês

O Ministério da Educação – MEC e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes oferecem curso de inglês online do Programa Inglês sem Fronteiras. O curso My English Online – MEO oferece cinco níveis, do básico ao avançado. O curso é gratuito e é destinado aos alunos de graduação e pós-graduação, de instituições de ensino superior públicas e privadas brasileiras.
O curso My English Online é baseado na ferramenta para ensino de idiomas MyELT, que oferece aos usuários um pacote completo de atividades interativas para o estudo da língua inglesa em qualquer horário e em qualquer lugar.
O usuário terá acesso a livros interativos, leituras graduadas (National Geographic), exercícios de gramática (com correção imediata), dicionários, atividades para prática oral e testes de acompanhamento. Além disso, os materiais podem ser impressos para prática posterior, sem necessidade de consulta ao computador.
O curso é dividido em cinco níveis de aprendizado. Cada nível contém três partes abrangendo atividades com e-Book, vídeo, gramática e leituras. Ao final de cada parte, o usuário deverá fazer um Teste de Progresso como preparação para a Prova Final do nível.
Podem se inscrever no curso estudantes de graduação de instituições de ensino superior públicas; aqueles que obtiveram pelo menos 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio – Enem para estudantes de graduação das instituições de ensino superior privadas; ou os alunos de pós-graduação em Programas de Pós-Graduação recomendados pela Capes.
O My English Online é resultado de parceria entre a Capes, o Cengage Learning e o National Geographic Learning. Mais informações podem ser obtidas no site do curso.

8 de fev. de 2013

Sobre a orientação acadêmica e sua importância


Por Thiago Lima.
Conversamos um pouco com a Professora Lindijane Almeida, Chefe do Departamento de Políticas Públicas-DPP, para tirar algumas dúvidas dos alunos referentes á orientação acadêmica e explicações sobre os eixos temáticos do curso de Gestão de Políticas Públicas. 
Foto: Luís Renato

A professora iniciou falando sobre a importância da orientação acadêmica e como ela é fundamental no processo de formação do aluno, sendo o momento onde o professor ajuda o aluno enquadrar e trilha sua formação de acordo com a área escolhida pelo aluno. 
Na orientação no processo de matricula do aluno, o orientador não pode impedir a matricula dos alunos em disciplinas como natação, fotografia e cinema, mas ela pediu um pouco de prudência aos alunos no momento de escolhas dessas disciplinas, por modificar e desvirtuar o perfil do gestor público desejado para o curso: “A matrícula não é consolidada só se o professor autorizar, mas eu  enquanto orientadora tenho uma preocupação de estar chamando o tempo todo atenção dos meus orientandos sobre o Projeto Político Pedagógico”, frisou a professora. 
Ainda citou casos de alunos que seguem a orientação acadêmica e pagam o mínimo necessário em cada eixo no DPP e as demais disciplinas são escolhidas de acordo com a formação específica escolhida pelo aluno educação, saúde, habitação e não aleatoriamente. “O orientador ajuda o orientando, porque como o nosso curso é flexível tem essa mobilidade dos alunos pagarem várias disciplinas fora do próprio curso, mas não significa que o aluno pode pagar todas as disciplinas que ele quer, o orientador tem o papel de mostrar o enquadramento dessas disciplinas  nos eixos de formação”, fala a o professora sobre a questão das disciplinas extracurriculares. A professora pediu atenção dos alunos para comparecerem mais quando os professores marcam o dia para o recebimento da orientaçãoou quando não forem chamadas, procurar o professor, manter um contato. Lerem o Plano Político Pedagógico do curso e utilizarem as ferramentas existentes no Sigaa de comunicação com os professores para marcar ou tirar dúvidas. Ainda informou que quem estiver com dúvida referente há quantas horas estão precisando em cada eixo, basta verificar no histórico expedido pelo Sigaa, lá informa quantas horas estão restando para consolidação de cada eixo. 
Ela explicou como funciona o enquadramento das disciplinas necessário pra o aluno conseguir se formar, onde muitos alunos fazem confusão e elaboramos um gráfico para explicar:

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Dentro de cada eixo existe a quantidade de Créditos/Horas a serem cumpridos. Por exemplo em Formação Geral são necessários 16 Créditos/240h que é a soma dos créditos horas das disciplinas ofertada no eixo de formação geral ao longo do curso. Já o minimo nesse eixo é de 7 créditos/105h, isso significa que o aluno é obrigado pagar essa quantidade de disciplinas ofertadas no DPP, os 9 crédito/135h que faltam para completar os créditos a serem cumpridos desse eixo, pode ser pagos com as demais disciplinas do eixo ou com disciplinas fora do departamento. 
Imagem
 Para ver o Plano Político Pedagógico basta ir no sítio do departamento                                                               http://www.cchla.ufrn.br/dpp ou diretamente clicando aqui

7 de fev. de 2013

O Peso da História: A Escravidão e as Cotas por Alex Castro

 por Alex Castro.
 contra-cotas
A História ainda é uma bola de ferro que os descendentes dos escravos arrastam pelos tornozelos. Os efeitos nocivos da escravidão continuam afetando os bisnetos de suas vítimas diretas.
Eu (n.1974) cursei o ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, o médio na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, História no IFCS/UFRJ ('99) porque meu pai cresceu em Botafogo, fez o ensino médio no Colégio Andrews e se formou bacharel em Economia ('70) pela mesma UFRJ.
Meu pai (n.1946) estudou na UFRJ porque meu avô estudou engenharia no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual Universidade Federal de Itajubá ('38) e trabalhou durante muitos anos para a Chesf (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco), inclusive nas obras do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.
Meu avô (n.1909) foi engenheiro porque meu bisavô (n.1876) saiu do Mato Grosso (onde seu pai, veterano do Paraguai, estava servindo desde a guerra) pra estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde foi comandante-aluno de 1897, depois formando-se engenheiro militar, participando do episódio dos 18 de Forte e reformando-se coronel.
Em 1888, com 12 anos de idade, meu bisavô estudava na capital do Império, em um dos melhores colégios públicos do país, com bolsa integral, soldo e emprego garantido após a formatura.
Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?
Sem esse capital socio-econômico e cultural acumulado pelo meu bisavô em 1888 (para não irmos mais longe), onde teria ido parar a cadeia de acontecimentos que desembocou na minha vida? Estaria eu, nesse momento, sadio e medindo 1,80m, cursando um doutorado em Nova Orleans e escrevendo essas linhas? Dentre minhas realizações, quantas são exclusivamente por mérito meu e quantas são consequência direta da vida privilegiada que eu e meus antepassados levamos? Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer "sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais"?
Dado que os efeitos nocivos da escravidão ainda se fazem sentir na pele dos descendentes das vítimas, não é tarde demais para serem indenizados pelo Estado.
E as cotas são um bom começo.

*Riqueza [wealth] é um indicador mais importante de desigualdade racial do que renda pois, ao ser transmitida de uma geração a outra, acaba reproduzindo injustiças históricas ao longo do tempo. Por exemplo, nos Estados Unidos hoje, enquanto a renda dos negros é 75% da dos brancos, sua riqueza líquida é de somente 18%. (Telles, 116, Mills, 37-38)
Fonte: http://alexcastro.com.br/o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas/
* * *
Um otimo texto de reflexão sobre as políticas de cotas.

3 de fev. de 2013

Inclusão de novos materiais na Biblioteca Virtual

Fizemos a inclusão de mais 3 matérias na Biblioteca Virtual do CAGPP.
O Manual de Elaboração de PPA para Municípios, essa obra patrocinada pelo BNDES poderia receber outro título: Manual de Futuro. Pois o gestor que conseguir utilizar no município esse “passo a passo” da elaboração de PPA estará preparando um futuro coletivo de maior transparência, sustentabilidade e riqueza. Baseado nessa visão que disponibilizamos essa importante ferramenta de planejamento. 
O Manual Básico a Lei de Responsabilidade Fiscal, essa produção do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo do ano de 2007 mostra com linguagem simples, clara e objetiva as imposições estabelecidas ao controle dos gastos de estados e municípios, condicionado à capacidade de arrecadação de tributos desses entes. 
O Manual de Obtenção de Recursos Federais para os Municípios, elaborado pelo Instituto Legislativo Brasileiro, é um roteiro aos administradores Municipais, em torno das orientações e procedimentos necessários aos pleitos de obtenção de recursos federais destinados a projetos de âmbito municipal. Feito com uma linguagem mais acessível e fácil, proporciona aos gestores municipais embasamento legal e melhor compreensão dos procedimentos necessários para que as prefeituras realizem diretamente, e de forma adequada, os processos de solicitação de recursos federais para o legítimo investimento nos municípios brasileiros.

Para ter acesso ao material basta entrar na pagina Biblioteca Virtual disponível no Blog ou através desse link: http://cagppufrn.blogspot.com.br/p/biblioteca-virtual.html
Qualquer sugestão para inclusão de material será muito bem vinda, basta enviar para o Email: ca.gpp@hotmail.com