22 de nov. de 2012

Tire suas dúvidas sobre a 8ª Bienal da UNE


A 8ª Bienal da UNE já tem data e local confirmados. O maior festival estudantil da América Latina será nas cidades de Recife e Olinda, em Pernambuco, entre os dias 22 a 26 de janeiro de 2013. As inscrições de trabalhos e participantes já começaram. Tire suas dúvidas aqui.

O que é a Bienal da UNE?

A Bienal da UNE é um dos maiores festivais estudantis de cultura da América Latina, que ocorre desde 1999 e já passou por diversas cidades do Brasil. A programação reúne debates, seminários, oficinas, mostras de trabalhos, shows e diversas outras atividades culturais. É um grande festival de cultura, ciênciae tecnologia que seleciona e apresenta o que de mais importante tem sido produzido nas universidades brasileiras.

Quando e onde acontecerá a 8ª Bienal?

A 8ª edição ocorrerá em Recife e Olinda, no estado de Pernambuco, entre os dias 22 e 26 de janeiro de 2013.

Qual o tema dessa edição?

A 8ª Bienal da UNE traz como tema “A Volta da Asa Branca”, celebrando a cultura do sertanejo nordestino, em seus mais variados aspectos.

Qual será o homenageado da Bienal?

Nessa edição, o homenageado será o sanfoneiro Luiz Gonzaga, ícone da música popular brasileira, que completa seu centenário de nascimento em 2012.

Qual será divulgada a programação da Bienal?

A programação será divulgada em breve no hotsite www.bienalune.org.br.

Como faço para participar da 8ª Bienal da UNE?

Há duas formas de participar da 8ª Bienal da UNE. Você pode se inscrever para apresentar um trabalho ou apenas participar das atividades da programação. Para fazer sua inscrição, é só acessar o link, preencher o formulário online, gerar um boleto bancário e efetuar o pagamento. A inscrição será finalizada assim que o pagamento for feito. ATENÇÃO! É IMPRESCINDÍVEL apresentar o comprovante do pagamento no credenciamento do evento, pois essa será a única forma de comprovar sua inscrição. Se for inscrever trabalhos, saiba detalhes de como enviar os arquivos clicando aqui.

Existe limite para o envio de trabalhos?

Os interessados podem inscrever até três trabalhos por categoria. As inscrições podem ser realizadas individualmente ou em grupo.

Qual é o número máximo de estudantes inscritos por trabalho?

Não há limite de participantes por grupo de trabalho inscrito, porém, é necessário que, no mínimo, metade dos participantes de cada grupo esteja matriculado na universidade em 2012.

Quais são as categorias em que posso inscrever meus trabalhos?

Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Ciência e Tecnologia, Projetos de Extensão, Literatura e Audiovisual.

Os trabalhos inscritos precisam ter relação direta com o tema da Bienal?

Não.

Não consegui finalizar minha inscrição pelo site, como faço para começar de novo?

Se o estudante tiver algum problema e não conseguir finalizar sua inscrição, basta iniciar o processo de inscrição novamente. Caso o sistema indique duplicidade de CPF, o estudante deve anotar o seu código, entrar em contato com a UNE ou enviar e-mail para o suporte técnico: contato@startpro.com.br.

Como faço para efetuar o pagamento de meu boleto bancário de inscrição?

Fazer o pagamento de seu boleto de inscrição da 8ª Bienal da UNE é simples. Após preencher o formulário de inscrição online clique em “Gerar boleto”. Com ele gerado, o inscrito deve efetuar o pagamento para consolidação de sua inscrição. Para segurança do inscrito, o comprovante de pagamento do boleto bancário deve ser guardado e apresentado no dia do evento, quando o participante for efetuar o seu credenciamento e retirar o seu crachá. Após o dia 13/01/2013 as inscrições individuais só poderão ser feitas pessoalmente no local. Mais detalhes sobre os valores e inscrição aqui.

Estou inscrito como participante na Bienal, a que eu tenho direito?

Ao pagar a taxa de inscrição, o participante terá direito a participar de todas as atividades do evento, shows, debates, oficinas, apresentações culturais e outras atrações da programação. Além disso, a inscrição contempla alojamento e o transporte até o local das atividades. Lembrando que a alimentação não está inclusa.

Onde serão os alojamentos?

Os alojamentos serão feitos em escolas e clubes nas cidades de Recife e Olinda. Os estudantes inscritos poderão acampar no local ou dormir em salas de aula.

Como será feita a segurança nos alojamentos?

Os alojamentos contarão com seguranças profissionais, contratados pela União Nacional dos Estudantes, e a entrada e saída do local serão liberadas apenas mediante apresentação de pulseira de identificação, que será entregue no momento do credenciamento. Porém, é de responsabilidade total do participante cuidar de seus bens e objetos pessoais. Recomendamos que cada um leve cadeados e mantenha mochilas e barracas trancadas.

O que é recomendável levar?

O participante deve levar tudo aquilo que for precisar para sua estadia, como barraca para dormir, saco de dormir, travesseiros, colchões, cobertores e objetos de higiene pessoal. Roupas apropriadas para o clima quente de Pernambuco também são recomendadas.

Como farei para ir de uma atividade para outra?

A programação de atividades da 8ª Bienal da UNE está dividida em atividades entre Recife e Olinda. A UNE providenciará transporte para todos os participantes inscritos de uma cidade para a outra. Lembrando que o transporte até o estado de Pernambuco é de responsabilidade exclusivamente do participante.

Como faço para chegar à Bienal?

Haverá alguma Caravana partindo do meu estado?Sim. Caravanas estão sendo organizadas em todos os Estados. Em breve, os sites da UNE e da Bienal divulgarão uma lista com os contatos dos responsáveis das caravanas em cada estado. Mas você também pode procurar o CA ou DA de sua universidade ou a União Estadual dos Estudantes (UEE) para se informar sobre caravanas para a Bienal.

Chegando a Recife, o que eu faço?

Ao chegar, dirija-se à Olinda, cidade vizinha localizada a 22 km de Recife, e vá ao complexo da Praça do Carmo (logo na entrada da cidade), local onde estará sendo feito o credenciamento para retirar o seu crachá de participante. O crachá dará acesso a todas as atividades da programação, bem como ao alojamento.

Gostaria de divulgar a Bienal na minha universidade, como faço?

Encaminhe um e-mail com seus contatos e endereço para contatobienal@une.org.br que enviaremos material gráfico da bienal para a divulgação. Além disso, você também pode ter acesso aos nossos conteúdos para divulgar em suas redes clicando aqui.

Sou menor. Posso participar?

Sim, mas é necessário que você apresente uma declaração do maior responsável autorizando a sua participação no momento do credenciamento.

Ficou com alguma dúvida? Envie e-mail para contatobienal@une.org.br.

Portal da UNE

Mateus Fiorentini: As lutas estudantis e juvenis provam que somos o presente

Confira a entrevista do diretor de Relações Internacionais da UNE, Mateus Fiorentini, analisa a expansão das manifestações estudantis pela América Latina

Nos últimos anos, países latino-americanos e caribenhos têm visto crescer mobilizações estudantis por educação de qualidade e políticas públicas. Alguns exemplos são as manifestações chilenas que levam milhares de estudantes e trabalhadores/as para as ruas para exigir uma educação pública gratuita e de qualidade; as dos/as estudantes colombianos/as, demandando uma Lei Alternativa de Educação Superior; e as mobilizações do movimento #YoSoy132 que denunciaram a manipulação midiática durante a cobertura do processo eleitoral mexicano.

Em entrevista à ADITAL, o líder estudantil Mateus Fiorentini, integrante da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da Organização Continental Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae), analisa a expansão das manifestações estudantis pela região e destaca a participação dos movimentos em mobilizações de outros setores, como na luta das mulheres, dos trabalhadores e dos povos originários.

Para ele, as mobilizações de jovens e de estudantes apontam que a juventude tem sido protagonista em várias ocasiões e evidenciam que os/as jovens não são o futuro do país, e sim o presente.

A ascensão das mobilizações estudantis de todo o continente, em especial o chileno, são um reflexo do novo momento político que vive a região. A eleição de governos mais vinculados à defesa da soberania nacional e dos investimentos em áreas sociais fez com que a América Latina tomasse outro rumo. Neste sentido, a luta daqueles que historicamente reivindicam essas demandas tem ganhado força em todo continente latino-americano. Acredito que o movimento estudantil chileno e não só ele, mas o colombiano e o de distintos países da América Latina, provam que as formas tradicionais de luta seguem atuais.

Ou seja, mesmo com uma grande campanha buscando deslegitimar as organizações e as formas de luta tradicionais os estudantes chilenos dão o exemplo de que a internet é uma ferramenta importante e central de luta. Porém, as principais formas de luta seguem sendo a passeata, o protesto, etc. O que os estudantes chilenos nos mostram é que a internet é uma ferramenta a mais a complementar à manifestação de rua.

Acredito, ainda, que as mobilizações estudantis do Chile contribuíram para desnudar um modelo educacional que servia de referência para muitos países como algo avançado. Além de representar uma espécie de implementação exitosa do neoliberalismo na educação. Até as mobilizações dos estudantes chilenos, liderados pela CONFECH [Confederação de Estudantes do Chile], o imaginário que existia era de que o Chile era uma referência em termos educacionais. Hoje é o modelo que todos buscam distância.

Existem as duas coisas. Cada país tem sua realidade e as lutas e demandas são diferentes. O que unifica elas é a conjuntura política dos países. Por isso a luta contra a repressão, o autoritarismo e em defesa da democracia são elementos comuns.

Acredito que essa é uma característica do movimento estudantil de caráter histórico. Há pouco tempo conversava com um líder estudantil argentino que me falava sobre o papel do hino nacional nas manifestações estudantis. Então mencionei que no Brasil sempre cantamos o hino nacional após uma passeata da UNE [União Nacional dos Estudantes] e ele me responde: – Nós também! Acho que o movimento estudantil é caracterizado em toda a sua história por não ser corporativista e, portanto, não preocupar-se somente com as questões específicas aos estudantes ou mesmo à educação. Os estudantes sempre estiveram vinculados às grandes causas nacionais e latino-americanas.

No manifesto de Córdoba de 1918, os estudantes já defendiam uma Universidade a serviço da integração latino-americana. No Uruguai no período da Ditadura Militar [período que foi de 1973 a 1985] se cunhou uma consigna que diz: “Obrero y estudiante, unidos y adelante” (Operário e estudante, unidos e adiante). No Brasil, a UNE, a UBES [União Brasileira dos Estudantes Secundaristas] e a ANPG [Associação Nacional de Pós-Graduandos] sempre tiveram um vínculo muito estreito com os movimentos sociais.

Hoje o movimento estudantil latino-americano busca cada vez mais pautar as questões da educação, mas também somar-se nas lutas de libertação nacional, na luta das mulheres, trabalhadores, povos originários, etc. Temos claro que a construção de uma sociedade superior, que não seja baseada na exploração do homem pelo homem e na desigualdade passa pela transformação profunda da ordem política e econômica da sociedade.

Acho importante essa visibilidade. Acredito que os estudantes e a juventude estão conquistando o seu espaço. Durante muito tempo se reproduziu a ideia de que a juventude é o futuro do país. Hoje as lutas estudantis e juvenis provam que somos o presente também.

Assim, acho que a juventude tem assumido cada vez mais protagonismo na sociedade e em muitos países têm avançado também em políticas para este setor. Vários países, hoje, criam espaços de governo específicos para tratar o tema juventude e espaços de interlocução com as organizações juvenis.

Acredito que esses governos andam na contramão do momento que vivemos na América Latina e no Caribe. Enquanto na maioria do continente vivemos um período de avanço democrático, de defesa da convivência respeitosa das diferenças, do diálogo dos governos com as organizações sociais, esses governos revivem os fantasmas do período de convivência antidemocrática no continente. Ainda são focos de resistência neoliberal na região. O México é um quintal dos EUA e seu governo vive de joelhos para o que Washington ordena. Usa uma suposta guerra interna para gerar terror na população e uma direita subalterna segue governando o país sob um processo eleitoral cheio de questionamentos.

No Chile se ressuscitou a política pinochetista que está presente nos setores ligados à segurança. Isso combinado com uma direita intransigente que não abre mão de seus princípios para implementar seu projeto, é a fome com a vontade de comer. Participar de uma mobilização no Chile é como viajar numa máquina do tempo ou entrar em um filme sobre a ditadura. Tudo o que vemos nos documentários sobre a ditadura acontece lá. É inadmissível que em meio a um ambiente de avanço democrático se presencie cenários como este. Ainda precisamos dar mais difusão ao que vem ocorrendo na Colômbia. Ali talvez a situação seja ainda pior porque não tem a mesma visibilidade internacional que as mobilizações no Chile.

Na Colômbia se vive em um estado de sítio permanente, com um regime político de uma ditadura clássica. A polícia reprime até as festas dos estudantes. Os líderes estudantis precisam sair às ruas disfarçados e sair à noite em grupos por conta da repressão. Ali o forte aparato da inteligência norte-americana e as 9 bases militares dos EUA obrigam os líderes sociais a se esconderem. Até os perfis em redes sociais na internet são invadidos pelos órgãos de inteligência.

É preciso dar visibilidade à realidade colombiana, onde líderes sociais vêm sendo perseguidos, presos e assassinados neste país. Ainda é preciso dar visibilidade à realidade de Porto Rico, que em pleno século XXI segue sendo uma colônia norte-americana e sequer elege seu presidente.

O movimento estudantil cubano é representado na Federação Estudantil Universitária (FEU), na Federação de Estudantes de Ensino Médio (FEEM) e nos Pioneiros (organização estudantil dos estudantes de nível primário). Em primeiro lugar é preciso entender o papel do movimento estudantil cubano e considerar a realidade política e econômica cubana para compreender o movimento estudantil de lá.

As entidades estudantis foram protagonistas na luta contra as duas ditaduras que existiram em Cuba nos anos 30 e 50. Em especial a ditadura de Fulgêncio Batista, onde essas entidades foram postas na clandestinidade. Para ter uma ideia, os Pioneiros de Cuba foram criados nos anos 30 e 40 para lutar contra a ditadura do período. E a repressão não perdoava nem essas crianças do ensino fundamental que não tinham mais de 14 anos. No período de Batista, a FEU chegou a organizar o Diretório Revolucionário, que fazia as ações urbanas em conjunto com o movimento 26 de julho de Fidel Castro, ex-dirigente da FEU.

Assim é possível entender que o movimento estudantil cubano tem um enorme protagonismo no país. Esse entendimento chega mais longe ao compreender que em Cuba, após a revolução de 59, passa a construir um outro tipo de Estado. Um Estado participativo, onde o povo e as organizações sociais não são somente receptores das políticas do Governo. Assim as entidades e o povo passam a ser protagonistas da construção do país.

Diante disso o movimento estudantil cubano passa a ser protagonista na luta pela construção desse novo Estado e a enfrentar todos os tipos de intervenção imperialista na ilha. Hoje o movimento estudantil cubano protagoniza a luta pelo fortalecimento do socialismo e pelo êxito das reformas que vêm ocorrendo. No âmbito educacional tem se discutido muito o fortalecimento do ensino técnico e o incremento da produção industrial do país com a garantia dos direitos históricos conquistados pela Revolução cubana como a saúde gratuita e de qualidade e a educação como direito de todos e dever do Estado.

Vale somente ressaltar que nesta última semana ocorreram eleições ordinárias em Cuba que se realizam a cada 2 anos e meio para eleições locais e a cada 5 anos para eleições nacionais. O movimento estudantil tem um papel importante aí também, uma vez que os responsáveis pelas urnas são os Pioneiros de Cuba, e com o voto facultativo mais de 90% da população votou.

Bom, o próprio congresso da OCLAE, o CLAE [Congresso Latino-Americano e Caribenho de Estudantes], que tu mencionaste anteriormente foi um exemplo. São poucas as organizações que conseguem mobilizar 5 mil estudantes de 20 países da América Latina para integrar e compartilhar lutas, elaborações e experiências. E, mesmo diante de toda essa diversidade, construir unidade. No âmbito das mobilizações estudantis, promovemos no final do ano passado um dia continental de mobilizações onde Chile, Equador, Peru, Colômbia, Argentina, Uruguai, Brasil e Cuba realizaram no dia 25 de novembro mobilizações em solidariedade com os estudantes chilenos e colombianos. Ainda no mês de março deste ano realizamos uma jornada de lutas contra a mercantilização da educação, contra a criminalização dos movimentos sociais e pela integração justa e soberana da América Latina.

Essa jornada foi lançada no dia 31 de agosto em Brasília durante a jornada de lutas da UNE, UBES e ANPG que mobilizou 20 mil pessoas e contou com a presença da liderança chilena Camila Vallejo e líderes estudantis da Argentina. No âmbito educacional participamos dos distintos espaços de discussão sobre o papel da educação na região.

Fomos protagonistas da construção da Conferencia Regional de Educação Superior da UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] em 2008 e estamos fortalecendo esse debate nos espaços multilaterais do continente. Estamos construindo, em conjunto com as distintas redes universitárias, organizações sindicais, governos e órgãos multilaterais uma proposta para um plano de integração educacional do continente. Queremos que a Universidade esteja no centro da integração latino-americana e que contribua na formação de uma identidade latino-americana e na soberania científica e tecnológica da região.

A perspectiva é avançar na integração das pautas estudantis ao longo do continente e contribuir para que possamos dar passos largos na construção da Pátria Grande Latino-Americana que defendia Simon Bolívar.

É também contribuir com nossas lutas contra as tentativas colonialistas que ainda existem em nosso continente por parte do imperialismo norte-americano ou da União Europeia. Será seguir na luta para que o povo não pague pela crise que o modelo neoliberal vive no momento. Será seguir lutando em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade e contra a mercantilização da educação. Acredito que estamos diante de uma oportunidade única para por a Universidade latino-americana no centro do processo integracional que vivemos. Em meio aos importantes avanços integracionistas com o MERCOSUL [Mercado Comum do Sul], UNASUL [União das Nações Sul-Americana], ALBA [Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América] e CELAC [Centro de Estudos para América Latina e Caribe], a Universidade possui um papel central.

Queremos um plano de integração educacional do continente que garanta o caráter público da educação, que se garanta liberdade de cátedra, que garanta o tripé da educação que é Ensino, Pesquisa e Extensão, que possamos impulsar e compartilhar a produção científica e tecnológica produzida nos bancos e laboratórios acadêmicos. E que essa produção seja livre a serviço da sociedade e não propriedade de poucas corporações econômicas.

Queremos uma Universidade que compartilhe pesquisa e extensão e que coloque o estudante no centro desse processo. Por isso o intercâmbio estudantil precisa estar vinculado a esse processo. O que vemos muitas vezes é a mobilidade acadêmica consistir em apenas trasladar estudantes de um país a outro para cursar uma cadeira. Precisamos inserir o estudante no centro do processo integracionista e vinculá-lo com a produção de pesquisa e extensão universitária. Queremos uma educação em que um jovem brasileiro possa começar um curso na Argentina, estudar em Cuba e formar-se no Brasil, sem reproduzir aqui as políticas nefastas do neoliberalismo europeu com o Plano Bologna.

Queremos uma Universidade a serviço da integração da América Latina, pública, gratuita e de qualidade. E queremos uma América Latina a serviço dos seus povos. A perspectiva do movimento estudantil para os próximos anos é seguir balançando as estruturas dessa velha e arcaica sociedade para construirmos uma América Latina unida e sem desigualdades nem exploração.

Adital

#ForaMicarla: STJ decide manter ex-prefeita Micarla afastada do cargo

O ministro desembargador Campos Marques negou o habeas corpus da prefeita Micarla de Sousa na tarde desta quinta-feira (22) e decidiu pela manutenção de seu afastamento da Prefeitura do Natal. Campos Marques havia pedido o processo ao Tribunal de Justiça do RN para emitir seu parecer pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Semana passada, a ex-prefeita foi derrotada por unanimidade no TJ/RN. 

Após ingressar com reclamação junto ao Superior Tribunal Federal (STF), a defesa de Micarla também havia tentado outro "remédio" jurídico em Brasília, desta vez no STJ. O habeas corpus foi impetrado pelo advogado criminalista Raffael Campelo. Após o inusitado pedido do ministro Campos Marques de uma cópia legível da decisão do desembargador Amaury Moura, do TJ, a petição foi recebida na última quarta-feira pela coordenadoria do caso e foi apreciada pelo ministro-relator.

À ex-prefeita resta ainda o recurso já ingressado na última instância jurídica, o STF, referente à reclamação do advogado constitucionalista Paulo Lopo Saraiva. A decisão ainda não tem previsão para ser emitida. O relator da reclamação, o ministro Ricardo Lewandowski - conhecido na mídia como um dos artífices do julgamento do Mensalão, na qualidade de revisor - também pediu para ouvir o TJ/RN quanto ao processo.


Perguntado se o recente voto contrário do pleno do TJ para os agravos da ex-prefeita poderia ser um indício de nova derrota, o advogado de Micarla junto ao STF, Paulo Lopo Saraiva, foi enfático: "São duas coisas diferentes: uma são os agravos (julgados no TJ), outra é a reclamação (a ser julgada no STF)". Embora "casos diferentes", caso o STF decida favoravelmente à ex-prefeita, o afastamento de Micarla, votado em caráter de liminar pelo TJ ou pelo STJ, será anulado e ela volta a comandar a prefeitura.

Com informações do DN Online

5 de jun. de 2012

ASSEMBLEIA GERAL GPP

Convidamos a todos os alunos do Curso de Gestão de Políticas Públicas para Assembleia Geral na próxima segunda-feira, dia 11/06/12 às 16:30, local a definir.

Pautas:

  • Revisão do Estatuto do CAGPP;

  • Prestação de contas do CAGPP;

  • Convocação de eleição para nova Gestão do CAGPP;

  • FENEAP

É de fundamental importância a presença de todos!!!!

31 de mai. de 2012

Prestação de Contas - CAGPP ( II SPP)

O CAGPP vem através de seu blog realizar a prestação de contas referente a II Semana de Políticas Públicas




O Centro Acadêmico até a realização da II SPP tinha em caixa R$ 1.449,00 Reais.


Para a realização da II SPP foram gastos:



  • R$ 73,35 reais no Supermercado Makro para compra de Refrigerantes para o Coffee Break e Água para os palestrantes

      1 Pc. Refrigerante - R$ 17,70 reais
      1 Pc. Refrigerante - R$ 17,49 reais
      1 Pc. Refrigerante - R$ 17,49 reais
      3 Cx. Água  - R$ 20,67 reais

  • R$ 299,00 Reais foram gastos na compra de Salgados para os 3 dias de Coffee Break
  • Mais R$ 23,00 Reais adicionais na compra de Salgados no penúltimo dia de II SPP para os monitores
  • R$ 405,00 Reais foram gastos com Camisas para os monitores (30 unidades)
  • R$ 100, 00 Reais foram gastos para pagamento do Cordelista que se apresentou no 1° dia de SPP
  • R$ 42,00 Reais foram gastos para impressão de Folders no intuito de promover a divulgação da II SPP
  • R$ 33,65 foram gastos com impressão de Listas de presença para os 3 dias de evento, bem como placas de sinalização
  • R$20,09 foram gastos no Supermercado Bompreço na compra de gelo e copos descartáveis 

         Copo - R$ 4,10 reais
         Copo - R$ 2,52 reais

         Copo - R$ 2,52 reais
         Gelo - R$ 10,95 reais



  • No último dia de evento foi gasto mais R$ 17,60 para compra de mais gelo e copos:

         Gelo - R$ 3,00 reais
         Gelo - R$ 9,00 reais
         Copos - R$ 5,60 reais 

Totalizando o valor de R$ 1013,69 reais gastos na II Semana de Políticas Públicas.
Sendo saldo atual do CAGPP, o valor de R$ 435,31 reais.


Qualquer dúvida ou maiores esclarecimentos, ou ainda se desejar ter acesso as notas fiscais referentes a todos os pagamentos, só se dirigir a sede do Centro Acadêmico.

Lembrando ainda, que a prestação de contas será feita novamente em Assembleia Geral dos Estudantes do Curso de Gestão de Políticas Públicas a se realizar no dia 11 de junho de 2012. Com horário e local a definir.



3 de abr. de 2012

II Simpósio Internacional Geopolítica e Diplomacia.


O Departamento de Geografia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), promove o II Simpósio Internacional Geopolítica e Diplomacia. O evento irá acontecer entre os dias 9 e 12 de abril no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) e no auditório A do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).

A realização do simpósio acontece em um momento em que a academia põe de volta o pensamento geopolítico clássico. Nesta segunda edição a temática central tem como título “Atlântico Sul - mare nostrum livre das potências do Norte”.

O evento, de acordo com os organizadores, estará analisando os resultados das pesquisas sobre os condicionantes geográficos do sistema internacional, promovendo o intercâmbio dos estudos e contribuindo também para o aumento de pesquisadores críticos dos estudos da geopolítica.

As inscrições ocorreram até 1° de abril pelo email: 2geodiplomacia@gmail.com. Será cobrada uma taxa de R$ 60 durante o evento. Para a comunidade acadêmica da UFRN, as inscrições são gratuitas, conforme a existência de vagas.

O simpósio será realizado em dois lugares. As conferências e mesas-redondas ocorrerão no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), as apresentações de trabalhos acadêmicos no auditório A do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA).

A primeira edição do simpósio geopolítico aconteceu na Universidade da São Paulo (USP) em 2011. Na ocasião foi apoiada a candidatura de Natal para a realização da segunda edição.

Para mais informações: http://cchla.ufrn.br/ppge/simposio

Programação

9 de abril de 2012

14h30 às 17h30 - Mesa 1: A geopolítica das fronteiras sul-americanas: entre as fronteiras-separação e as fronteiras-cooperação.
18h00 às 20h00 – Conferência de Abertura: “España entre Europa y El mundo iberoamericano”. Com a participação do doutor Clemente Herrero Fabregat (Universidad Autonoma de Madrid).
20h às 22h – Conferência: “O valor estratégico do promontório Nordestino”. Com a participação da doutora Beatriz Soares Pontes (UFRN).

10 de abril 2012

14h30 às 17h30 – Mesa 2: Hegemonia e contra hegemonia: imperialismo e movimentos antissistêmicos.
18h às 21h – Mesa 3: Atlantismo X Eurasianismo.

11 de abril de 2012

14h às 17h – Sessão Técnica 01: Apresentações de Trabalhos.
18h às 21h – Conferência: “Relações Brasil-Argentina no quadro da integração regional sul-americana”. Com a participação do professor Leonardo Granato (UNTREF e UAI- Argentina).

12 de abril de 2012

14h às 17h – Sessão Técnica 02: Apresentações de Trabalhos.
18h às 21h – Conferência de Encerramento: “Os condicionantes geopolíticos da Meridionalidade e da Tropicalidade”. Com a participação do professor André Roberto Martin (USP).

2 de abr. de 2012

II Semana de Políticas Públicas

Programação:

Dia 18/04
13:30 - 14:00 Inscrições
14h - Palestra

Tema: Formação da RMN: Da sua Criação até os dias Atuais.
Local: Auditório da BCZM

Abertura
19:00 - Palestra

Tema: Pobreza e Desigualdade em Áreas Metropolitanas.
Local: Auditório da Reitoria

Dia 19/04
14h - Mini-cursos

I - Gestão Ambiental Metropolitana
local: Setor II, bloco I, Sala 17
II - Os desafios da saude publica na RMN.
local: Setor II, bloco I, Sala 18
III - Áreas de risco e vulnerabilidade sócioambiental.
Local: Setor II, bloco I, Sala 19
Obs.: Os participantes só poderam escolher um dos 3 cursos oferecidos de acordo com disponibilidade de vagas.

19h - Mesa Redonda
Tema: O Direito À Cidade e a Mobilidade Urbana na Construção de uma Metropole Integrada.
Local: Auditório da BCZM

DIA 20/04
14:00 - Oficinas

I - Oficina de Cidades Sustentáveis.
Local: Setor II, bloco I, Sala 17
II - Oficina de Planejamento e Elaboração de Projetos de Desenvolvimento.
Local: Setor II, bloco I, Sala 18
III - Oficina de Captação de Recurso.
Local: Setor II, bloco I, Sala 19
Obs.: Os participantes só poderam escolher um dos 3 cursos oferecidos de acordo com disponibilidade de vagas.

Encerramento
19:00 - Palestra

Tema: Federalismo e a Governança Metropolitana.
Local: Auditório da BCZM




Entrada livre e Gratuita, como corresponde a uma universidade pública.
Inscrições no local.