21 de fev. de 2012

Carta Aberta para a Presidenta Dilma elaborada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS)



Assegurar os recursos aprovados na LOA 2012 para a saúde

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde – SUS – de caráter permanente e deliberativo, condição recentemente reafirmada pela Lei Complementar nº 141/2012, tem como missão a deliberação, fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde. É competência do Conselho, dentre outras, aprovar o orçamento da saúde, assim como acompanhar a sua execução orçamentária. Ressalte-se que o Conselho representa os usuários e os trabalhadores do SUS, assim como prestadores e gestores.

Considerando sua missão, o CNS, reunido em 16 de fevereiro de 2012, decide se dirigir, publicamente, à presidenta Dilma Roussef, para manifestar sua posição acerca da medida de contingenciamento de recursos da saúde no orçamento federal de 2012.

No Brasil, é crônico o sub-financiamento da saúde. A União, em particular, não tem priorizado os investimentos em saúde, tendo reduzido sua participação no montante total de recursos aplicados na saúde ao longo dos últimos 20 anos.

A recente aprovação da regulamentação da EC-29, sem garantir os 10% das receitas correntes brutas do orçamento federal para a saúde, frustrou as expectativas do povo brasileiro de ver ampliados os investimentos e melhorados o acesso e a qualidade da atenção à saúde, expressas nas deliberações da 14ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em novembro de 2011.

Como se isso fosse pouco, a equipe econômica do governo federal propõe agora um contingenciamento da ordem de R$ 5,4 bilhões no já restrito orçamento do Ministério da Saúde. O mais curioso é o argumento de que o contingenciamento visa a favorecer o crescimento econômico do país. Ora, a saúde é um importante setor econômico, representando cerca de 9% do PIB, e muito tem contribuído para o desenvolvimento nacional, ao movimentar um potente mercado de bens e serviços e assegurar milhões de empregos. Dessa forma, contingenciar os recursos da saúde, malgrado a intenção do Ministério da Fazenda, contribui para desacelerar o crescimento.

Acrescente-se que a saúde é um dos setores mais eficientes da administração pública, com níveis de execução orçamentária superiores aos dos próprios projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), prioridade, reiteradamente proclamada, do governo.

Vale ainda adicionar que esses recursos contingenciados, que ampliavam o montante originalmente previsto para a saúde em 2012 pelo Poder Executivo no PLOA, foram definidos por iniciativa do Congresso Nacional, de certa forma, sensibilizado com a insuficiência de verbas para o SUS. Note-se que, ao contrário da prática usual, deputados e senadores consultaram os gestores da saúde, em especial dos municípios e dos estados, para orientar as emendas parlamentares de acordo com as prioridades políticas do SUS.

Contudo, o que mais provoca indignação na proposição do contingenciamento dos recursos da saúde é a verificação de que a LOA 2012 prevê destinar R$ 655 bilhões ou 30% do orçamento federal de 2012 é destinado ao refinanciamento e ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, mais de nove vezes valor previsto para a saúde. A saúde, mais que os ganhos financeiros do pequeno e privilegiado setor rentista da sociedade, deveria ser prioridade governamental.

Neste sentido, o Conselho Nacional de Saúde se manifesta publicamente, solicitando à presidenta Dilma que, atenta a seus compromissos de campanha, priorize a saúde e não proceda o contingenciamento das verbas previstas na LOA para o orçamento do Ministério da Saúde.

15 de fev. de 2012

VI Aula Magna do Curso de Direito da UFRN, nesta quinta-feira dia 16

Para o ordenamento brasileiro, os índios são “os ninguéns” de Eduardo Galeano: que não fazem arte, mas artesanato; não têm cultura, mas folclore; não têm rostos, são números e; valem menos do que a bala que os mata.

O Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti, pela primeira vez na história do Curso de Direito da UFRN, traz para a Aula Magna o povo indígena, bem como sua questão jurídica e identitária referente aos conflitos fundiários e ao quadro político do Judiciário brasileiro.
O advogado popular José Humberto Góes Jr – palestrante da V Aula Magna, sobre os direitos da comunidade LGBT – versará sobre o caso do Santuário do Pajé, em Brasília – que apresentou forte comoção e repercussão social e midiática -, em que a especulação imobiliária digladia com os direitos da comunidade indígena sobre a terra para fins de expressão de suas crenças. Este conflito é marcado por decisões judiciais conflitantes, pautadas em interesses escusos, bem como por forte repressão policial aos índios da região.

Além deste, o Cacique Manoel, representante da comunidade indígena do Sagi, relatará os conflitos de terra que atualmente estão no Judiciário potiguar em razão do uso da terra indígena e os interesses mercantis daquele território.

Por fim, Alcides Sales – fluente em três línguas indígenas e professor de Tupi, bem como escritor de dicionários das línguas indígenas -, da Fundação José Augusto, trará sua experiência no reconhecimento e revitalização da cultura indígena no Rio Grande do Norte.

Com apresentações culturais abrindo o evento, o CAAC aguarda a presença de tod@s neste importante momento que marca o início do semestre letivo de 2012.1, versando sobre temas atuais e essenciais à formação do profissional do Direito, como Concretização da Constituição Federal, Direitos Humanos, minoriais sociais, direito indigenista, cultura e identidade indígena e a análise do cenário político do Judiciário norte-riograndense e brasileiro.

Nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, às 9h no auditório da Reitoria.

30 de dez. de 2011

Programa Xeque-Mate, da TVU, entrevista o professor Robério Paulino

Hoje a noite às 19:30 Robério Paulino, do departamento de Políticas Públicas da UFRN, será o entrevistado no programa Xeque - Mate, na TV Universitária. O professor irá abordar temas atuais junto aos alunos do curso de Comunicação Social, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e demais interessados.

Nas questões requeridas muitos assuntos relacionados à crise econômica global, crise ambiental, a atual gestão do governo brasileiro e muito mais. Sintonize e confira tudo nesta sexta ou na reprise que será veiculada na próxima segunda, 02, às 12h. A TVU opera no canal 5, da TV aberta ou no canal 17, da TV a cabo.

NÃO PERCA!

9 de nov. de 2011

HALLOWEEN GPP - Festa a Fantasia


Atrações:
- PsicotrópicosReserva
- Anomia
- Rádio BRA
- DJ Worty
- DJ DJA

No repertório: Paralamas do Sucesso, Mamonas Assassinas, Los Hermanos, Legião Urbana e muitos mais!

Data: Segunda, 14 novembro
Local: Castelo Pub - Av. Rota do Sol, (em frente ao estádio do ABC)
Hora: 22h
Ingressos: R$10
Inf: http://www.facebook.com/event.php?eid=195614507182894

A venda das senhas será através dos membros do CAGPP (Centro Acadêmico de Gestão de Políticas Públicas) //Sede em frente a xerox do setor de aulas II.


Documentário: Políticas de Saúde no Brasil





O documentário “POLÍTICAS DE SAÚDE NO BRASIL: Um século de luta pelo direito à saúde” conta a história das políticas de saúde em nosso país, mostrando como ela se articulou com a história política brasileira, destacando os mecanismos que foram criados para sua implementação, desde as Caixas de Aposentadorias e Pensões até a implantação do SUS.Sua narrativa central mostra como a saúde era considerada, no início do século XX, um dever da população,

com as práticas sanitárias implantadas autoritariamente pelo Estado, de modo articulado aos interesses do capital, e como, no decorrer do século, através da luta popular, essa relação se inverteu, passando a ser considerada, a partir da Constituição de 1988, um direito do cidadão e um dever do Estado.

Toda essa trajetória é contada através de uma narrativa ficcional, vivida por atores, com reconstrução de época, apoiada por material de arquivo.Para tornar a narrativa mais leve e atraente, o filme se vale da linguagem dos meios de comunicação dominantes em cada época, como o jornal, o rádio, a TV Preto e branco, a TV colorida e, por fim, a internet.O filme foi realizado por iniciativa da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, do Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS e a Universidade Federal Fluminense/UFF.

A obra, de caráter formativo, terá distribuição gratuita, em todo o país, dirigida especialmente aos Conselhos de Saúde, instituições de ensino e movimentos sociais ligados à saúde.Estimula-se que o filme seja utilizado nas etapas municipais e estaduais da 13ª Conferência Nacional de Saúde. Uma versão legendada em espanhol e inglês está sendo discutida com a OPAS, para divulgação junto a países da América Latina, Caribe e África, que buscam no SUS uma referência.O documentário é composto por 5 capítulos, que podem ser assistidos em seqüência, com 60 minutos de duração, ou separadamente; cobrindo os seguintes períodos: 1900 a 1930; 1930 a 1945; 1945 a 1964; 1964 a 1988; e 1988 a 2006.




4 de out. de 2011

Carta de repúdio à eleição para Coordenação do curso Comunicação Social da UFRN

Atenção, alunos, o que vamos escrever é muito importante e fundamental que você leia até o fim. Esta carta diz respeito diretamente à qualidade e gestão do curso de Comunicação Social da UFRN e seu objetivo é tornar público alguns fatos referentes ao processo eleitoral para a coordenação do nosso curso.

A eleição que ocorreria no próximo dia 05/10 não se realizará mais nesta data, já que a comissão eleitoral foi dissolvida, pois as duas chapas inscritas foram ”estimuladas” a tirar as candidaturas e esvaziar o processo eleitoral. O que é lastimável. Nós do Centro Acadêmico Berilo Wanderley e demais alunos ficamos felizes em saber que a coordenação, muitas vezes, preterida pelos professores em eleições passadas, agora tinha mais de um candidato na disputa do cargo. Isso naturalmente resultaria num aprimoramento do debate político em torno dos graves problemas existentes na coordenação do nosso curso. Daria a nós, estudantes, direito de escolha.

O Processo eleitoral:

Uma comissão eleitoral autônoma e independente foi formada para gerir o processo. Na sexta-feira dia 23/09 a mesma comissão homologou a candidatura das duas chapas. Contudo, na segunda-feira 26/09, a comissão recebe o estranho pedido de renúncia das chapas.

Na quarta-feira 28/09 recebemos a notícia de que apenas UMA chapa disputará as eleições e ela agrega membros das duas composições que concorriam anteriormente o pleito. Mas por quê? Qual o problema de uma eleição com duas chapas? Quem tem medo do debate de ideias dentro do Departamento de Comunicação Social da UFRN?

O alegado é que essa nova chapa foi formada de modo “consensual” para mostrar a união do departamento em torno de apenas dois nomes. Mas, se fosse mesmo consenso, a chapa deveria estar composta desta forma desde o início da eleição, e não às vésperas do pleito. Não é verdade?

Por que só depois de a eleição ter sido homologada, surge uma chapa única? Pra quem é interessante uma eleição com apenas uma chapa? As dúvidas são muitas. Talvez o chefe do nosso departamento tenha a resposta para essa e outras questões.

Queremos deixar claro que os estudantes não foram consultados, EM NENHUM MOMENTO, sobre o que nós queremos para a coordenação do nosso curso. Fique claro também que não temos nada contra os professores que participaram do processo eleitoral, pois os alunos precisam saber que isso não partiu dos candidatos. A eleição sofreu um processo de interferência externo, que passou por cima da comissão eleitoral e revelou o jogo de acomodação de interesses que virou essa eleição.

O acordo:

Antes do esvaziamento da eleição, o Professor Herculano Campos, eleito novo diretor do CCHLA, mesmo sem ter tomado posse, participou de uma reunião para “CONVERSAR” com as duas chapas (fique claro que Herculano não tem motivos para se envolver no processo eleitoral de uma coordenação de curso, que como dissemos é independente e autônomo). Assim, no mínimo, estranhamos a presença do novo diretor do CCHLA na reunião. É necessário salientar que o chefe do nosso Departamento foi um dos principais cabos eleitorais de Herculano durante a campanha e é o principal apoio do novo diretor do centro nesta gestão que se inicia.

Não sabemos o que foi proposto nessa “CONVERSA”, mas, logo depois do encontro, os professores retiraram suas candidaturas e a eleição foi esvaziada. O CABW e nenhum dos mais de 950 discentes do departamento foram convidados a participar dessa reunião. Naturalmente a dúvida surge, havia algo ali que os alunos do curso não poderiam saber ou opinar? Será que está acontecendo uma troca de favores entre quem não assume publicamente seu posicionamento e usa da influência de terceiros para fazê-lo?

Uma nova reunião aconteceu na quarta-feira (28/09), novamente o diretor do centro estava presente, o por quê? Só ele poderá nós explicar. O fato é que nessa reunião foi formada uma chapa única para as eleições da coordenação do curso de Comunicação Social da UFRN.

Caro aluno, para nós, está dando para sentir de longe o cheiro do acordão nas eleições para coordenação do curso. Está claro que fomos impedidos de ter escolha nesta eleição. Está claro que o interesse dos estudantes ficou em segundo plano, o que imperou aqui foi o interesse de quem usou a influência do novo diretor do centro para desestimular o processo eleitoral com duas chapas, tentando estabelecer uma hipócrita relação de unidade dentro do Departamento de Comunicação, essa chapa foi imposta em “acordo”. Não é a chapa do consenso, é a chapa do ACORDÃO.

Sabemos que podemos sofrer retaliações pelo posicionamento que expressamos nesta carta, porém não podemos esquecer que estamos em um curso de COMUNICAÇÃO e é daqui que deve sair o exemplo de clareza e transparência dentro de processos eleitorais como esse. Não seria correto sabermos do que aconteceu e ficarmos calados ao ver o direito do estudante ser desrespeitado dessa forma. Temos o direito de escolher o nosso coordenador!

É com sinceridade que desejamos que essa nova coordenação, caso eleita, consiga ser independente e alheia as interferências externas durante seu mandato. Para concluir, o CABW repudia veementemente esse processo eleitoral arbitrário, deixando claro que continuaremos a defender nosso maior propósito, os estudantes de Comunicação Social da UFRN.

Centro Acadêmico Berilo Wanderley – gestão eleita: “Unidos Podemos Mais”

Publicado originalmente no Blog Integração – unidos podemos mais - do CA de Comunicação Social.


Eu digo não ao acordão. Nós dizemos não ao acordão!

23 de set. de 2011

CALENDÁRIO DE REUNIÕES DO C.A.(OUTUBRO E NOVEMBRO)


Segue abaixo as datas e os horários das reuniões do Centro Acadêmico Djalma Maranhão para os meses de outubro e novembro. As reuniões ocorrem uma vez na semana e acontecem na sala do C.A. (perto da xerox do setor II):

OUTUBRO: QUARTA - 05/10 às 16:30min; SEXTA - 14/10 às 16:30min;SEXTA 21/10 às 16:30min; QUARTA - 26/10 às 16:30min.

NOVEMBRO: SEXTA - 04/11 às 16:30min;QUARTA - 09/11 às 16:30min; SEXTA - 18/11 às 16:30min; QUARTA - 23/11 às 16:30min.

COMPAREÇAM!!! E sejam sempre bem-vindos!!!