18 de mai. de 2011

O Centro de Ciências Humanas Letras e Artes apresenta:

XIX Semana de Humanidades



A XIX Semana de Humanidades acontecerá de 6 a 9 de junho. O site do evento já se encontra aberto para inscrições de propostas de GTs, Minicursos, Oficinas e outras atividades. Os alunos que desejam se inscrever como monitores e todas as informações sobre o evento serão divulgadas através do site.

EDITAL DE ELEIÇÃO DO CAGPP

EDITAL DE ELEIÇÃO DO CENTRO ACADÊMICO DJALMA CARVALHO

MARANHÃO – CAGPP

PROCESSO ELETIVO PARA OS MEMBROS DO COLEGIADO EXECUTIVO E POLÍTICO E DO CONSELHO DE ÉTICA E FISCALIZAÇÃO PARA GESTÃO 2011/2012

CAPÍTULO I

DO PROCESSO ELEITORAL

Art. 1° O presente edital regulamenta o processo eleitoral para escolha dos membros dos Colegiados Executivo e Político, do Conselho de Ética e Fiscalização e do Colegiado de curso do Centro Acadêmico Djalma Maranhão do Curso Superior de Graduação de Bacharelado em Gestão de Políticas Públicas da UFRN, para gestão 2011/2012 à luz das disposições contidas no Estatuto do CAGPP.

Art. 2° O processo eleitoral será coordenado pela Comissão Eleitoral constituída em Assembléia Geral Estatutária realizada em 12 de Maio de 2011.

CAPÍTULO II

DO CALENDÁRIO ELEITORAL

Art. 3° O processo eleitoral obedecerá aos seguintes prazos:

I- Inscrição de chapas: de 18 a 25 de Maio de 2011;

II- Reunião com os inscritos: 25 de Maio de 2011;

III- Campanha: de 26 de Maio a 07 de Junho de 2011;

IV- Votação: 08 de Junho de 2011;

V- Apuração: 08 de Junho de 2011, a partir das 21:30;

VI- Posse: 14° de Junho de 2011.

Parágrafo único. Quaisquer alterações nas datas estabelecidas deverão ser deliberadas pela Comissão Eleitoral e ensejará a publicação de edital retificador.

CAPÍTULO III

DAS INSCRIÇÕES

Art. 4° As inscrições para os Colegiados Executivo e Político se darão em chapas completas, com 15 (quinze) membros, sendo 13 (treze) membros que concorrerão aos cargos das 6 (seis) coordenações e 2 (dois) concorrerão apenas ao conselho político.

Art. 5° O requerimento para inscrição de chapas deverá conter necessariamente:

I- O nome da chapa

II- O nome completo e a matrícula de cada membro e a indicação do cargo que este pleiteia.

Parágrafo único. O número da chapa será atribuído pela comissão eleitoral mediante ordem de inscrição, sendo a primeira chapa inscrita 01 e assim sucessivamente.

Art. 6° As inscrições para o Conselho de Ética e Representação e para o Colegiado de curso serão avulsas, devendo cada pretendente requerer sua inscrição junto á comissão eleitoral, apresentando seu nome completo e matrícula.

Art. 7° Os requerimentos que tratam das inscrições de chapas ao Colegiado Executivo e Político e de candidaturas avulsas ao Conselho de Ética e Fiscalização e para o Colegiado de curso deverão ser protocolados junto a um dos membros da comissão eleitoral ou ainda protocolados na Coordenação do Curso de Bacharelado em Gestão de Políticas Públicas.

CAPÍTULO IV

DA REUNIÃO COM OS INSCRITOS

Art. 8° A Comissão Eleitoral reunirá todas as chapas inscritas para o Colegiado Executivo e Político e os sócios inscritos para o Conselho de Ética e representação e para o Colegiado de curso no dia 25 de Maio de 2011, às 16h40min, na Sala do Centro Acadêmico Djalma Maranhão no Setor II da UFRN, para fins de esclarecimentos e estabelecimento de acordos entre os concorrentes.

CAPÍTULO V

DA CAMPANHA

Art. 9° A campanha das chapas concorrentes e dos candidatos avulsos ao Conselho de Ética e Fiscalização e ao Colegiado de curso deverão pugnar pela apresentação de propostas e pelo debate político saudável, sempre pautado em argumentos e jamais em acusações pessoais e desmerecimento dos concorrentes.

Art.10. A campanha se dará por passagens em sala de aula, pela distribuição de material de propaganda nos corredores, pela realização de atividades e ainda por mecanismos tecnológicos de interação com os eleitores.

Art. 11. A comissão eleitoral negociará junto à Coordenação do Curso espaços para passagem em sala de aula e providenciará a distribuição de tais espaços entre as chapas e candidatos inscritos na reunião com os inscritos.

Art. 12. É livre a produção de material de propaganda, desde que o material não seja convertido em vantagens ou outra finalidade pelo eleitor.

Parágrafo único: A comissão eleitoral providenciará uma cota mínima igualitária de reprodução monocromática,(Xérox) para cada chapa e candidato a ser fixada em discussão com as partes interessadas de maneira a permitir que todas as chapas e candidatos possam apresentar sua carta-programa aos eleitores.

Art. 13. Qualquer atividade de campanha realizada fora do prazo regulamentado poderá ser enquadrada como campanha extemporânea e, em caso de denúncia, será julgada pela comissão eleitoral.

Parágrafo único. No dia destinado a votações apenas contatos pessoais serão permitidos, respeitando-se a distância mínima de 10 (dez) metros da urna.

CAPÍTULO VI

DA VOTAÇÃO

Art. 14. A votação se dará em cédulas eleitorais providenciadas pela Comissão Eleitoral. Depositadas em urna lacrada sob a supervisão da referida comissão, sendo garantidos o sigilo do voto e a inviolabilidade das urnas.

Art. 15. A mesa receptora de votos estará aberta no período das 14 às 21:30h do dia 08 de Junho de 2011

§ 1° A mesa receptora será coordenada pela comissão eleitoral, que poderá credenciar voluntários para colaborar com os trabalhos.

§ 2° Cada chapa inscrita poderá indicar 1 (hum) representante para fiscalizar os trabalhos de recepção de votos.

CAPÍTULO VII

DA APURAÇÃO

Art. 16. A apuração será realizada imediatamente após a captação dos votos e contará com a presença dos fiscais credenciados por cada chapa concorrente.

Parágrafo único. A comissão eleitoral anunciará o resultado imediatamente após a apuração e providenciará a publicação da ata de apuração no dia subseqüente.

CAPÍTULO VIII

DA POSSE

Art. 17. A posse se dará em solenidade formal a ser realizada em Assembléia Geral de Posse no dia 14° de Junho de 2011, às 18h, na sala I7 do Setor II da UFRN.

CAPÍTULO IX

DAS DENÚNCIAS E DOS RECURSOS

Art. 18. Qualquer sócio é parte legítima para apresentar denúncia que verse sobre a inobservância de dispositivos legais, estatuários ou deste edital por parte de qualquer chapa ou candidato.

Art. 19. Qualquer chapa ou candidato inscrito é parte legítima para apresentar recurso contra o resultado da eleição.

Art. 20. As denúncias ou recursos devem ser protocolados por escrito junto á Comissão Eleitoral a quem compete analisar o caso e impor penalidades cabíveis:

I - Advertência;

II - Suspensão provisória da campanha;

III - Impugnação parcial da chapa;

IV - Impugnação total da chapa ou do candidato avulso.

Parágrafo único: Em caso de impugnação parcial, a comissão eleitoral dará um prazo para a substituição dos membros impugnados.

Art. 21. Os casos omissos serão resolvidos pela comissão eleitoral.

Natal – RN, em 17 de maio de 2011.

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Comissão Eleitoral

(Eucástila Dias, Judson de Castro e Marcilio Ferreira)

4 de mai. de 2011

O Crescimento Populacional Metropolitano e os Desafios da Gestão Pública


Entre 1920 e 2000, portanto por 80 anos seguidos, o ritmo de crescimento demográfico de Natal manteve-se à frente do crescimento populacional do estado. Esse fato garantiu à capital potiguar um crescente peso na distribuição da população estadual. Nas primeiras décadas do século XX tão somente 5,7% da população norte-riograndense residia em sua capital. Esse percentual foi progressivamente se expandindo até alcançar 25,6% em 2000.

Verifica-se assim uma progressiva concentração demográfica no estado. Em 1920 somente 1 em cada 20 moradores do RN residiam na capital. Em 2000 esse indicador já era de 1 para 4.

Todavia, desde a década de 90 que nossa capital vinha dando sinais de esgotamento em sua capacidade de crescimento populacional. Na primeira década do século XXI essa tendência se consolidou e pela primeira vez em 9 décadas a capital cresceu em ritmo inferior ao crescimento do conjunto da população estadual.

A queda da participação de Natal na população do estado trás, porém, muito mais desafios aos gestores públicos da capital, do governo estadual e dos gestores dos municípios em seu entorno.

Isso acontece porque a queda de participação de Natal na população do RN ocorreu não porque a capital perdeu capacidade de atração demográfica. Ela perder participação porque não tem mais espaço físico para crescer. A ocupação urbana da capital já ocupou praticamente todo o seu território, restando agora duas alternativas de crescimento: 1) vertical; 2) dentro do território dos municípios vizinhos.

Natal já não cresce mais no mesmo ritmo anterior simplesmente porque seu crescimento se dá nos municípios do seu entorno. Entre 1970 e 2010 os principais municípios vizinhos à capital potiguar (Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba) saltaram de 4,03% de participação na população estadual para 11,35%.

Com isso a participação de Natal e seus principais municípios do entorno aumentaram seu quinhão de participação na população estadual de 21% para 36,7% nas últimas 4 décadas. E essa tendência não está dando sinais de esgotamento.




Mas é preciso reconhecer que tais municípios crescem não por motor próprio. É simplesmente o crescimento demográfico da capital se esparramando pelos territórios vizinhos.

Esse fato trás significativos desafios para os gestores locais de políticas públicas. Não adianta mais traçar políticas municipais isoladas para o enfrentamento dos problemas locais. Questões como trânsito, mobilidade urbana, saneamento básico, educação, saúde, segurança pública, desenvolvimento econômico, dentre outras, deixam de ter conotação apenas local e passam a demandar cada vez mais a articulação institucional dos gestores públicos.

O caso da estreita simbiose entre o crescimento de Natal e Parnamirim é paradigmático dessa questão: mantida a tendência das últimas 4 décadas, entre 2010 e 2020 o município de Parnamirim irá registrar não só o maior crescimento proporcional entre os municípios do RN. Ele também registrará o maior crescimento em termos absolutos, ou seja, será a cidade que irá incorporar o maior contingente populacional.

Isso pode ser facilmente visto no gráfico abaixo. Nas últimas duas décadas o incremento populacional de Parnamirim vai progressivamente se aproximando do incremento de Natal e tende a ultrapassá-lo. Entre 2000 e 2010 a população de Natal aumentou 91 mil pessoas e a de Parnamirim 78 mil. Mas a tendência de crescimento das duas cidades aponta que na presente década a população de Parnamirim pode aumentar para a casa das 95 mil pessoas enquanto Natal crescerá pouco mais de 77 mil.

Mesmo nessa última década (2000-2010) nós já verificamos que o crescimento de Natal (91.422 pessoas) foi inferior àquele registrado pela soma dos seus principais vizinhos (Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba), que foi de 110.583 pessoas.


Por Aldemir Freire

Economista formado pela UERN. Em 2002 ingressou no IBGE, na carreira de Tecnologista em Informações Geográficas e Estatítisticas, como Analista Sócio-Econômico. Foi coordenador estadual da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). A PNAD é a maior e mais abrangente pesquisa amostral domiciliar do RN. Atulamente está na chefia da Unidade Estadual do IBGE no RN

Fonte: Carta Potiguar

CONVITE

À Comunidade Universitária,

A comissão provisória responsável pelo Fórum Estadual de Educação, em defesa da escola pública do RN convida a todos para participarem de sua instalação, no dia 13/05/2011 às 9 horas, no Auditório da Escola de Música. Na oportunidade, será discutido o PNE (2011-2020) em uma mesa composta pela professora Deputada Federal Fátima Bezerra (Presidente da Comissão de Educação do Congresso Nacional), professor Francisco Chagas (Secretário Adjunto do MEC e Presidente do Fórum Nacional de Educação) e pela professora Alda Maria Duarte Araújo Castro do Grupo de Pesquisa Políticas e Gestão da Educação, do Departamento de Educação.

Reiteramos a importância da participação da comunidade universitária nesse debate em decorrência da discussão e da aprovação do Plano Nacional de Educação pelo Congresso Nacional.

29 de mar. de 2011

50 anos da Campanha "De Pé no Chão Também se Aprende a Ler"



Nos 50 anos da campanha "De Pé no Chão Também se Aprende a Ler", implementada na gestão do prefeito Djalma Maranhão, o prefeito mais progressista que Natal já teve e que acreditava na Educação Popular como um forte instrumento de alfabetização e formação cidadã, segue abaixo um texto do historiador Alexandre Albuquerque Maranhão.



– A memorável campanha política de 1960, foi organizada através dos Comitês Nacionalistas, também chamados de Comitês Populares ou Comitês de Rua. De janeiro a outubro, um importante trabalho de conscientização política havia frutificado: o povo de Natal, de forma consciente e participativa elegia em 03 de outubro de 1960, o primeiro prefeito pelo voto direto: Djalma Maranhão, com 21.942 votos (66%).

- Um mês antes das eleições, os duzentos e quarenta Comitês constituídos se reuniram, setorialmente, em Convenções de Bairros, onde discutiram e aprovaram o programa político-administrativo do futuro prefeito, que tomou posse em 05 de novembro de 1960. A principal reivindicação: erradicar o analfabetismo em Natal. Defensor da participação popular em todas as esferas da política, Djalma Maranhão atende de imediato, com criatividade e inovação, a solicitação dos Comitês Nacionalistas.

- Sem dinheiro para a construção de prédios escolares, a Prefeitura apelou para a população: onde fosse cedida, gratuitamente, sem cobrança de aluguel, uma sala, seria instalada uma “Escolinha”. Sindicatos, sociedades beneficentes, sedes de clubes de futebol, cinemas de bairros, igrejas de todos os credos, residências particulares, abriram as suas portas. Era o início da Campanha de Educação Popular. Foram instaladas cerca de trezentas “Escolinhas”, que foi a primeira das oito fases da Campanha.

- A necessidade de atacar o analfabetismo nas áreas mais densamente povoadas era um desafio a ser vencido. Numa reunião, início de fevereiro de 1961, no Comitê Nacionalista das Rocas, em uma das salas do grupo escolar do professor Acrísio Freire, hoje Escola Estadual Isabel Gondim, todos que ali estavam queriam acabar com o analfabetismo. Mas como, se não havia recursos financeiros? Foi quando surgiu a idéia de se fazer uma escola de palha de coqueiro.

- Em 23 de fevereiro de 1961, tinha início um Movimento Educacional que, mais tarde, seria batizado de Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler. Esta segunda fase é a escola sem paredes, coberta de palha de coqueiro e o piso de barro batido. Era a primeira experiência em grande escala da Escola Ecológica.

- Em 1961, construíram-se dois Acampamentos ou Pavilhões: o do bairro das Rocas e do Carrasco. Em 1962, mais sete, situados nos bairros periféricos das Quintas, Conceição, Granja, Nova Descoberta, Nordeste, Aparecida e Igapó, totalizando nove, que cobriam os limites da cidade. A criança pobre não tinha necessidade de deslocar-se para uma região distante de sua residência. E o mais importante, não exigia uniforme nem sapato para aqueles que a frequentavam.

- Um Acampamento Escolar era integrado por cinco galpões de 30m x 8m, com quatro salas de aula cada um, em forma retangular e um galpão circular destinado à recreação dos alunos; reuniões de círculos de pais e professores; festividades do bairro, servindo ainda como uma espécie de “teatro de arena”, para exibições de autos folclóricos. Cada Acampamento tinha uma biblioteca à disposição de alunos e professores. Completavam a paisagem do local, hortas e aviários, cuja produção era consumida pelos alunos na merenda diária e parque de recreação, fatores importantes de neutralização da evasão escolar. As únicas dependências construídas em alvenaria eram uma pequena sala, que funcionava como diretoria; secretaria; almoxarifado; local de guarda de caixas da biblioteca e da merenda escolar e os sanitários.

- No início de 1962 tem início a terceira fase: alfabetizar de casa em casa os adultos, que tinham resistência de ir à escola. Uma equipe, previamente treinada, de estudantes secundaristas: os professores-meninos-voluntários, entram em cena. Faixas foram colocadas nas diversas ruas do bairro das Rocas, como por exemplo – “Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler”: nesta rua restam somente 20 analfabetos. Ajude o Prefeito Djalma Maranhão a combater o analfabetismo. Foi inevitável a emulação de uma rua contra outra rua. A disputa agora é por quem irá ter o direito de inaugurar primeiro, uma placa, dizendo: “Nesta rua não existe nenhum analfabeto”.

- A quarta fase – dezembro de 1962: criação do Centro de Formação de Professores (CFP), que através de cursos oferecidos dentro das exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e legalizado através do Conselho Estadual de Educação, preparava jovens para atender a grande demanda educacional.

- Em 11 de fevereiro de 1963 foi instalada a quinta fase – “De Pé no Chão Também se Aprende uma Profissão”. Destinava a dar ao jovem, ao homem alfabetizado e às mulheres, através de quase trinta Cursos de Aprendizes, os instrumentos profissionais para uma mão de obra especializada.

- A sexta fase – A Cartilha de Alfabetização de Adultos, lançada em abril de 1963: o livro de uma escola democrática. Cerca de cinco mil adultos foram matriculados. A grande maioria era constituída de pais das crianças que estudavam nos nove Acampamentos espalhados pela cidade. A Cartilha de Pé no Chão,foi uma adaptação do “Livro de leitura para adultos”, do Movimento de Cultura Popular de Pernambuco (MCP), através do Método Paulo Freire.

- A sétima fase – A interiorização da Campanha. Consolidada em Natal, ampliava seus espaços para o interior do Estado: várias prefeituras solicitaram bolsas de estudo para professores primários municipais, no Centro de Formação de Professores, assim como a devida assistência pedagógica.O idealismo e a seriedade da Campanha fizeram com que gestores públicos de todas as regiões do país solicitassem informações a respeito do mais autêntico Movimento de Educação Popular do Brasil.

- Oitava fase – A escola brasileira com dinheiro brasileiro. Era a época da “Aliança para o Progresso”, programa norte americano com transferência maciça de financiamentos a administrações que compactuavam com essa ingerência estrangeira. Contrapondo-se a esta interferência, Djalma Maranhão continuava na sua obstinada luta de construir Escolas com Dinheiro Brasileiro. Toda quarta-feira inaugurava uma Escola, transformando-se numa festa, com exibições de autos populares e folclóricos, principalmente de bambelô e discursos políticos das lideranças locais.

- Ao ser destruída pelo Golpe Militar, em abril de 1964, a Campanha De Pé no Chão Também se Aprende a Ler já tinha alfabetizado vinte e cinco mil crianças somente em Natal.